Ejiogbe — Ogbe Meyi na grafia cubana, Èjì Ogbè na nigeriana — é o primeiro dos dezesseis Odus maiores: as duas pernas idênticas, oito marcas simples, o sinal que abre a contagem. O Tratado o trata com a reverência devida: chama os dezesseis Meyis de "os Olodus, os apóstolos de Orunmila", e dedica a Ejiogbe a maior entrada do livro inteiro — mais de 160 páginas (p. 557 em diante).
E a entrada abre com uma declaração surpreendente: o trabalho mais importante de Ejiogbe no céu foi revelar como a cabeça — que era, ela mesma, uma divindade — veio a ocupar lugar permanente no corpo (p. 558). No princípio, diz o patakí, as divindades foram criadas sem cabeça. O Orí existia à parte, rolando pelo mundo, divindade entre divindades.
O que muda tudo são quatro nozes de cola que ninguém no céu conseguia partir — e um gesto de hospitalidade que explica, até hoje, por que a cabeça toca o chão diante de Orunmila.
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