Orixás
Cada casa e nação tem nuances — aqui damos uma base pedagógica com saudações honradas. Aprofunde-se com quem lhe acompanha na tradição.
Sobre esta página
Os Orixás são forças primordiais da natureza e arquétipos fundamentais da existência humana, personificados na filosofia iorubá como divindades intermediárias entre Olodumare (o Ser Supremo) e os seres humanos. Não são deuses no sentido ocidental — são princípios cósmicos com personalidade, histórias (Itan), cores, oferendas e dias da semana próprios. Não há uma lista única e fechada: Verger observa que não existe, em todo o território iorubá, um panteão dos Orixás hierarquizado, único e idêntico (Verger, Orixás, p. 2). Conhecer os Orixás é conhecer as forças que moldam o mundo e a própria alma. Explore cada Orixá nesta página — de Elegguá (o mensageiro que abre todos os caminhos) a Naná Burukú (a anciã das águas primordiais) — e descubra qual ressoa mais profundamente com você.
Laroye Elegguá!
Exu
Èṣù · Elegguá
Mensageiro sagrado dos caminhos; regula oferta, palavra e escolha.
Ogún Yé!
Ogum
Ògún · Oggún
Força para abrir estradas, cortar o que atrapalha e defender o justo.
Oke Ochosi!
Oxóssi
Ọ̀ṣọ́ọ̀sì · Ochosi
Olhar longe, sustento e proteção na floresta interior e exterior.
Maferefún Osain!
Ossain
Ọ̀sanyìn · Osain · Ossaim
O dono das ervas e do monte: toda folha que cura ou consagra passa por ele.
Orunmilá
Orula (Orunla)
Dono de Ifá e testemunha da escolha do destino; em Cuba, também Orula. O babalawo é o seu porta-voz (Abímbọ́lá, pp. 2, 4; Verger, p. 56 do PDF).
Jekúa Babá Obatalá!
Obatalá
Arquitetura do corpo e da forma; paciência do oleiro.
Maferefún Oduduwa!
Oduduwa
Odduduwa (Oddua)
Princípio de origem associado à ancestralidade e ao fundamento.
Kabiosile Changó!
Xangô
Ṣàngó · Changó
Lei, equilíbrio e consequência sem crueldade.
Maferefún Aggayú!
Aggayú Solá
Aganjù · Aganju (culto raro)
A força das profundezas da terra: o vulcão, a correnteza, o gigante que carrega quem precisa atravessar.
Atotó Babalú-Ayé!
Obaluaê
Ọbalúayé · Babalú Ayé
Cura profunda, renovação e humildade diante da vida.
Jekua Jey Yansa!
Iansã
Ọya · Oyá
Mudança rápida, limpeza e fogo que transforma.
Maferefún Obba!
Obá
Obba
Firmeza, estratégia e coração leal.
Ore Yèyé o!
Oxum
Ọ̀ṣun · Oshún
Beleza, fertilidade, riqueza interior e cuidado.
Odò Ìyá!
Iemanjá
Yemọja · Yemayá
Amparo, memória coletiva e profundidade.
Maferefún Olokun!
Olokun
O oceano profundo onde a luz não chega: riqueza, mistério e estabilidade.
Salúba, Naná Burukú!
Nanã
Velhice sagrada, paciência e vínculo com o pó que nutre.
Outras presenças da diáspora
Orixás com culto forte no Candomblé brasileiro, e fichas novas que entram aos poucos — cada página diz de que tradição fala.
Êpa Babá Oxalá!
Oxalá
Ọbàtálá (Òrìṣàńlá) · Obatalá
Claridade, serenidade e ordenação do mundo.
Logun Edé!
Logunedé
Lógun Ẹdẹ
Juventude sagrada, transição e frescor entre dois elementos.
Arroboboi Oxumaré!
Oxumaré
Ọ̀ṣùmàrè
Movimento contínuo: o que parte prepara o regresso.
Iroko Issó!
Iroko
Eixo entre céu e terra; estabilidade ancestral.
Euá
Yèwá · Yewá
Orixá das fontes e dona dos cemitérios, entre a água e a morte.
Ibeji
Ibeyi
Os gêmeos sagrados, protetores das crianças, nas três tradições.
Erinlé
Inle
Orixá caçador e rio, pai de Logunedé, nas fontes da África, do Brasil e de Cuba.
Também cultuados na tradição cubana: Dadá.