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Odi Meyi: o guerreiro que só a astúcia venceu

25 de setembro de 2026 · Página do Odu

Odi Meyi é o quarto dos dezesseis Odus maiores — Abímbọ́lá registra essa ordem de senioridade (p. 29), e o sinal traça uma perna simples entre duas duplas. O Tratado Enciclopédico de Ifá abre a entrada com um retrato que já anuncia o problema: no céu, Odi Meyi era mais conhecido pela sua belicosidade do que pelo seu sacerdócio. Sacerdote hábil de Ifá, sim — mas o tempo que devia dedicar à adivinhação ia todo para desafiar as divindades mais fortes do céu para lutas que ele sempre vencia.

Ninguém o derrubou pela força. Foi a astúcia de um rival — ajudada pela honestidade das próprias filhas de Odi, que a lei do céu obrigou a trair o pai para proteger um anfitrião — que encerrou a invencibilidade dele e o mandou para a Terra. E lá, o mesmo Odi que decapitava deuses de nove cabeças precisou aprender algo que nunca soubera: que ninguém vence tudo sozinho.

Este estudo lê três patakís do Tratado que conversam sobre uma coisa: a força que não reconhece limite isola; o que salva não é vencer sozinho — é o que se recebe do outro, mesmo quando esse outro é um inimigo, uma filha ou um estranho tão quebrado quanto você.

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Quem escreve

  • Pablo de Lima (Awofakan)
  • Thaiana de Lima (Ikofá)

Um casal iniciado em Ifá na linhagem cubana — Regla de Ocha / Ifá.

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