← Todos os estudosPara assinantes

Oxóssi: uma flecha só

16 de outubro de 2026 · Página do Orixá

Oxóssi é o caçador, e no Brasil se diz que foi rei de Queto. Pierre Verger registra esse dito baiano e acrescenta uma informação que muda a pergunta: na África o culto dele estava quase extinto, e é no Novo Mundo, no Brasil e em Cuba, que ele continua vivo (Verger, Orixás, p. 51). Como um caçador sem templo na terra de origem virou rei de uma cidade que já não existia do mesmo jeito?

Este Estudo lê três mitos do capítulo de Oxóssi em Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi, que respondem a essa pergunta por caminhos diferentes. No primeiro, uma única flecha mata o pássaro que as feiticeiras mandaram a Ifé, e daí vem o próprio nome Oxóssi. No segundo, outra flecha única, disparada no último dia, faz Orunmilá lhe dar Queto para governar. No terceiro, ele não acerta nada: quem lhe dá a cidade é Oxum, e o preço é ele ter esquecido a fome da própria gente.

Depois vêm dois mitos do mesmo capítulo que contam o avesso, o que acontece quando o caçador atira demais ou atira sem alvo. E um mito de outro capítulo em que Queto tem outro rei. Cada história é citada pelo título exato da fonte.

A história continua para assinantes

O patakí completo recontado, a raiz africana da história e a análise fazem parte dos Estudos de Odu, exclusivos do plano premium — junto com leituras de estudo ilimitadas.

10 Estudos publicados até hoje — e um novo toda sexta-feira.

Conhecer o plano premium

Já assina? Entre na sua conta.

Antes de assinar, leia um Estudo inteiro, aberto: Exu: por que ele come primeiro →

Quem escreve

  • Pablo de Lima (Awofakan)
  • Thaiana de Lima (Ikofá)

Um casal iniciado em Ifá na linhagem cubana — Regla de Ocha / Ifá.

Conheça os autores →

Última revisão: