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Orunmilá, o dono de Ifá: o pai que se despediu e deixou as dezesseis nozes

2 de outubro de 2026 · Página do Orixá

Todo o sistema de Ifá começa com uma ausência. No primeiro dos dezesseis grandes poemas reunidos por Wande Abímbọ́lá, Orunmilá, de quem os inimigos diziam que nunca teria filhos em Ifé, tem oito, e todos viram reis. Numa festa, o mais novo se recusa a se curvar: veste as mesmas roupas do pai, carrega o mesmo cajado e diz que cabeça coroada não se inclina diante de outra. Orunmilá arranca-lhe o cajado e se retira da Terra. Sem ele, a chuva para, as grávidas não parem, as sementes não vingam, e as pessoas repetem que, quando Orunmilá estava aqui, o mundo não era assim. Os filhos vão buscá-lo e ele recusa voltar. Em vez disso, pede que estendam as mãos, entrega-lhes dezesseis nozes de palmeira e diz a quem quiser dinheiro, esposas ou filhos: consultem esta pessoa. Neste Estudo você lê o poema, o que Abímbọ́lá diz dele, e como o Tratado Enciclopédico de Ifá, obra cubana em que ele aparece também como Orula, conta o mesmo Orunmilá em pataki sobre cabelos brancos, inhames e discípulos ingratos. Para ler o caminho até o fim, entre no Estudo completo.

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Quem escreve

  • Pablo de Lima (Awofakan)
  • Thaiana de Lima (Ikofá)

Um casal iniciado em Ifá na linhagem cubana — Regla de Ocha / Ifá.

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